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Segunda-feira, Abril 09, 2007


Eram os deuses escritores?



Antigamente eram os reis, senhores feudais e tantos outros superiores aos "seres normais", que tinham o direito de vida e morte, hoje, a internet concede a qualquer um que queira ser Deus o direito de vida e morte, o direito sobre seus comandados. Esses deuses fazem dos outros nada mais nada menos do que peças de sua história, e marionetam as pessoas ao bel prazer. As pessoas viram personagens na mão desses falsos deuses e suas vidas são escritas como uma peça onde o escritor muda as falas, reescreve o cenário e assim, se sente um Deus. O sentir-se superior dessas pessoas faz com que elas não enxerguem que, o fato de uma pessoa estar na internet não à torna personagem, seus atos não podem ser controlados, colocados na história de acordo com a vontade do escritor. Não sei se, a falta de controle na vida real dessas pessoas, faz com que elas aqui, virem deuses, escritores. Ainda não consegui concluir.


1:32 PM

::Vamos ao hospício: ficaram loucos


Segunda-feira, Abril 02, 2007


"cansada. Ela estava cansada. Cansada de um mundo virtual, um mundo que se confunde com o real, mas que tem regras próprias, ou melhor, nem regras tem. Faz-de-conta. Vários personagens em um só. Tramas, complôs contra-si próprios, loucura. Desequilíbrio. Explicito, implícito. Amizade, honestidade, retidão, valores. Palavras quase mortas nesse mundo. Isso incomodava ela. Os jogos, os personagens, ver tantas coisas e se calar. Uso. Uso talvez fosse a palavra mais certa para esse mundo. Ela ainda se assustava com tantas coisas. Ela sempre fora personagem de si mesma e, conviver com tantos personagens de vários, a incomodava. Um mundo de não assumir, de vale tudo, mais vil que o real, parecia uma história em curso, onde os personagens queriam ser autores. Autores que manipulavam vidas, autores sem valores, um mundo escrito sem pudores, sem certo e errado. Ela não conseguia ser assim, ela não conseguia mais conviver com isso. Incomodo. Não era o mundo ser de fracos que a incomodava. Era o poder irreal que esses personagens tinham que a incomodava. Ser nesse mundo era fácil. Era só não ser no real. Mas ela era, e era no real. Conflito. Conceitos. Certo e errado. Vida. Pena? Como ter pena de personagens manipuladores? Ela não tinha. Só queria se afastar. Quando a sujeira é grande, o cheiro se sente a quilômetros. Ela sentia. Preferia o perfume da chuva. Preferia o perfume de roupa sendo lavada. Cheiros reais. Vidas reais. Zumbis.Mentiras costuradas umas nas outras, onde os autores nem mais sabiam o que era mentira e o que não era. Sanidade. Lixo, loucura, maldade."


12:02 PM

::Vamos ao hospício: ficaram loucos


Domingo, Março 18, 2007


" a menina descobrira que ela era "imperfeita", aos olhos dos "outros", todas as suas imperfeições saltavam mas só as dela. Algumas palavras ela calara faz tempo, uma difícil decisão. Sendo só ela a "imperfeita", como lutar contra isso? No olhar perdido, ficava a dúvida, valeria a pena? Não seria ela a apontar imperfeições, nem tão pouco a se resignar diante das suas supostas imperfeições. Dilemas, sempre. Dor, lágrimas, falta de esperança... onde ela mais queria ter esperanças... "


1:24 PM

::Vamos ao hospício: ficaram loucos


Sexta-feira, Fevereiro 09, 2007


Ando com vontade de escrever novamente. Palavras soltas, com ou sem nexo. Perigoso isso. Sempre que me vem essa vontade é algo engasgado, rasgando o peito.
Releio tudo que escrevi, vão 3 anos nesse blog, era meu desafogar, onde escrevia tudo o que queria e não queria que lessem, mas estava ai, pra quem quiser... algumas pessoas entravam, a maioria não sabia quem eu era, a Intuição Feminina escrevia apenas no converse... aqui era uma anônima... Agora não serei mais.
Cansei de anonimato, de ter que me esconder de algumas coisas. Quero ser plena e isso me incomoda. Esse não poder ser... ser pela metade.
Ironia, escrever bem... saber colocar letras em um papel, quando as letras que quero colocar são na vida... São destinos, rumos... decisões. Letras farão parte da vida, mas não mudarão em nada o rumo...

"... ela quer letras e rumos, destinos. Ela quer. Ela quer mais, e mais e mais... Saber que se é quando não se tem mais, se ter e não ser... Medos dos outros mudando sua vida... Ela... apenas ela e nada mais..."


3:49 PM

::Vamos ao hospício: ficaram loucos


Segunda-feira, Outubro 04, 2004


E tudo passou. O pesadelo, sonho ruim, como queiram chamar.
Como diz uma amiga, tu é geminiana né? Ama com entrega, total. Mas quando acaba...
É verdade. Tudo meu tem intensidade. Não sempre da mesma maneira. E se eu pensar hoje sobre, por que posso pensar sim e sem dor de perda, houve uma intensidade relativa, mas não a maior.
E vivo tudo, por que assim, quando acaba, me refaço.
Consigo rir das mentiras, da falta de carater.
Consigo rir de mim, que é o melhor.
Refeita.
Viva e não sobrevivente.


11:55 AM

::Vamos ao hospício: ficaram loucos


Segunda-feira, Setembro 06, 2004


Sem sal

Por horas a vida se torna sem sal. Totalmente sem gosto, um paladar insosso.
Lágrimas ainda tem sal e dão um colorido, e nem elas eu tenho.
Apenas um vazio preenchendo o espaço. Tomou conta. Se instalou sem permissão.
Sem dor, sem nada. Apatia geral. Tristeza.


6:31 PM

::Vamos ao hospício: ficaram loucos


Domingo, Agosto 29, 2004


Cartas Marcadas

Enfim eu sabia o jogo e joguei. Incensatez a minha ter jogado. Mas não me faço de sensatez. Arrisquei amor próprio, arrisquei quem sou. Por algum motivo eu quis. Quisera eu não querer, mas o que está feito, está feito. Curo as feridas na minha dignidade. Só me resta fazer isso.


10:53 AM

::Vamos ao hospício: ficaram loucos


Quinta-feira, Agosto 26, 2004


Soltos

Eu aqui sentada, entre uma roupa e outra a ser dobrada, o pensamento vai e vem. Jogo. Jogos. Que merda é essa? Que vida é essa, com jogos? Vaidades a serem sustentadas, egos a serem polidos. Por que as pessoas não vivem apenas?

E o Word é uma gracinha. Me coloca e o pensamentos vamos e vimos. Preciso desabilitar a auto correção.

Ser adolescente aos 38 anos é engraçado. Queria ainda ter a resistência que tinha aos 16, não a falta de responsabilidade. Disso eu gosto. Mesmo que por várias vezes num mesmo dia, eu pareça uma menina irresponsável.

Tão bom escrever aqui. Escrever o que quero e para mim. Graças, todos esqueceram esse endereço. Só sou eu e eu.



9:03 AM

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Terça-feira, Agosto 24, 2004


Insensatez

O mais sensato é correr. Mas eu não corro. Por que? Eu sei o jogo, as cartas estão marcadas e eu fico. Doce ilusão de que o jogo não ocorra. As cartas foram dadas, os dados rolam e eu observo. Estática. Parte de mim tem certeza, e a outra parte também. Mas eu fico e observo.Sabendo de antemão o desfecho. Ou sou louca, ou sonhadora. Mas se sou sonhadora, sou louca também.


3:55 PM

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Segunda-feira, Agosto 23, 2004


Quando o humor é negro, o melhor é se calar. Por que mesmo palavras soltas, tem interpretação errônea. Fico pensando como posso amar as palavras. Cada um interpreta a si nelas e isso faz com que o sentido correto delas para mim se perca. Tem dias que canso das minhas, de como são vistas. Cada dia mais odeio os espelhos. E busco incessantemente, dentro de mim, outros caminhos. Decisões tomadas, apenas esperando a hora certa. Quem acredita em mim, além de mim? E tudo o que eu disser poderá ser usado contra mim.
Ah palavras, vão embora! Quero o descanso de um sorriso. Dormir um sono justo. Quero sorrir e ser feliz, e não ser um Pessoa. Cansei de minhas letras. Ou viro vários personagens como ele e assim consigo ser eu mesma. Sem interpretações de falsos humores e falsas vidas. Ser eu apenas.


1:50 PM

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Sábado, Agosto 21, 2004


Eu choro. Choro feito criança. Dum lado cartas que desmoronaram e não tem jeito e nem quero que tenha, de outro, códigos que não entendo e me apertam o peito. Por que não quero pensar nas respostas, tenho medo delas. Meus olhos não mentem nunca e será que você os lê?
Ah essa incapacidade de escrever algo, esse aperto no peito.
Pode existir algo assim?
Perdi as palavras, me perdi e não quero me encontrar.


11:31 PM

::Vamos ao hospício: ficaram loucos



O que eu mais me orgulho nessa vida é ser autêntica. Por mais que eu tombe, que caia por essa razão, me levanto e continuo. Alguns ralados no joelho, alguns arranhões no orgulho, mas nada disso me faz deixar de ser quem sou. Talvez por isso consiga levantar sempre. E quando necessito, parto para o papel e a caneta. Fiéis companheiros. Escrevo, escrevo, escrevo e lavo a alma. Sorrio das minhas besteiras, das coisas que estão tão na cara e faço questão de não ver. Ou melhor, de computar. Mas o riso, esse ninguém me rouba, nunca!


Jogos de gato e rato são engraçados.
Eu jogo, paro olho e penso e continuo jogando.
Deve ser vício. Ou não. Não sei.
Pensar?
Nem quero.
Fui ali viver um pouco, quando o tesão de jogar voltar, volto também.


10:15 AM

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Quinta-feira, Agosto 19, 2004


Existem horas como agora, que a solidão sufoca. Pessoas a volta mas eu só. Como se o mundo não existisse ou melhor, como se eu não fizesse parte dele.
E nessas horas eu queria apenas chorar. Deitar minha cabeça sobre teu colo e sentir mãos passeando pelo meu cabelo e ai sim, saberia estar viva e que a respiração que ouço é minha...


9:09 PM

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Domingo, Maio 09, 2004


Por que às vezes eu me sinto assim, numa fragilidade imensa, que chega até a ser insana?
Como se fosse desabar em choro, numa carência enorme, num precisar de colo sem fim.
E não há colo, nem nada. Só eu.
E eu, que muitas vezes a mim me basto, nessas horas não sou nada...


6:05 PM

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Quinta-feira, Maio 06, 2004


Cansei de falsas pessoas. De falsos amigos. Eu sorriu um riso de descontentamento, que poucos enxergam como tal. Os umbigos não permitem que enxerguem.
Umbigos enormes, feios, falsos. Cansei. Muitas vezes penso em dar cabo de meu blog oficial. De poucos vou sentir saudades. Muito poucos.
Vários que vão lá não se dão conta que entendo o jogo que jogam. Como são tolos. Pensam que sou mais um cordeirinho perdido entre comentários, implorando por audiência. Hoje descobri que me fodo pra isso. Na vida não quero falsos profetas. Quero a luz, mas minha luz. Não o que pensam que tem.
E de falsos amigos o mundo está cheio e eu cansada...


2:49 AM

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Sábado, Abril 10, 2004


Metade da vida eu passei sonhando. A outra metade, relembrando os sonhos. Não me lembro o que vivi. Nesse caminho sem meio, uma metade estragou e a outra foi perdida pelo caminho. Só me lembro que foi na época em que ainda sonhava. Mas de tanto relembrar sonhos, acabarem esmaecendo, perdendo a cor e o sentido. Hoje tento relembrar e não consigo. E nem sonhar. Essa fase ficou perdida no tempo passado, sem direito a futuro. Não me pergunte sobre a vida ou sobre sonhos. Ambos se perderam. Hoje o que vivo é o paradoxo entre estrelas que brilham, mas longe e planetas sem brilho.


7:07 PM

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